segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Notícias interessantes sobre a Mooca - gastronomia

São Paulo, quinta-feira, 03 de maio de 2007

Comida

Orgulho da Mooca
Bairro paulistano reúne alguns dos mais tradicionais bares e restaurantes da cidade; para os donos, o segredo é a informalidade


Karime Xavier/Folha Imagem
A partir da esq., Elídio Raimonde, Oswaldo Cereja, Reinaldo Di Cunto e Maria do Carmo Carlini; ao fundo, a Igreja Nossa Sra. do Bom Conselho


JANAINA FIDALGO
DA REPORTAGEM LOCAL

Um a um, eles vão chegando à praça e se apresentando a quem ainda não conhecem. Cinco minutos depois, já estão conversando, gesticulando, rindo e até se abraçando. De longe, um passa, vê o burburinho e grita: "Ô, Elídio!". Ele ri e acena. Daí a pouco, do lado oposto, alguém chama: "Oswaldô! Passo lá mais tarde!". O grupo explica: "Aqui é assim, os vizinhos se tratam pelo nome".
Pausa na entrevista para tirar a foto que ilustra esta página.
No lugar do "xis", soltam um: "Viva a Mooca! Viva!!!". Quem está perto, ri, talvez pensando que cena como esta só na Mooca mesmo. Afinal, que outro bairro tem e ostenta com tanto orgulho um gentílico, mooquense? Bairrismo ou não, o fato é que a Mooca foi eleita como o melhor lugar para viver em São Paulo em pesquisa Datafolha publicada há um mês na revista "Morar", da Folha.
Quanto à culinária, o bairro não fica atrás. Ali estão alguns dos símbolos gastronômicos mais famosos e longevos da cidade: o Elídio Bar, o Churros da Mooca, a confeitaria Di Cunto, a cantina Don Carlini e o restaurante Cereja -sem falar na pizzaria São Pedro, no Giba's Bar... e por aí vai.
Em conversa com a reportagem, os entrevistados dizem que o segredo da Mooca (na zona leste de São Paulo) é o acolhimento, a sensação que o cliente tem de pertencer a uma família. Talvez por isso, quando se refere ao estabelecimento de 35 anos que leva seu sobrenome, Oswaldo Cereja, 71, sempre o chame de casa, nunca de restaurante.
"Temos uma boa clientela da Mooca, mas quem se empolga mesmo quando vem na minha casa é o pessoal lá do Campo Belo, do Brooklin. Sabe por quê? Eles vão aos restaurantes, pagam caríssimo e ninguém chega lá para cumprimentá-los. Aqui, não, são recebidos na porta, dou a mão, bato papo."
Famoso por seus petiscos tentadoramente dispostos sobre um balcão, o Elídio abriu há 30 anos, bem antes da onda de botequins que se espalhou pela cidade. "Fui o criador do boteco", diz Elídio Raimonde, 62.
Homem dos slogans ("Quem morou na Mooca, bebeu a água da Mooca, volta para a Mooca"; "Moramos na segunda avenida Paulista, a Paes de Barros"), Elídio diz que sua clientela já está na terceira geração. "Na década de 70, fazia uns cálices com morango e groselha e dava para os filhos dos clientes. O pai tomava caipirinha e o filho, aquilo. Era uma alegria, as pessoas lembram disso até hoje."

"O tal de churros"
Duas e meia da manhã de domingo, o pequeno balcão do Churros da Mooca já está tomado. Com senha na mão, cerca 30 pessoas esperam sua vez. No comando do tacho de fritura, está Antonio Garcia Lopes, o Toninho, 76. Filho de espanhol, sempre ouviu a avó falar no "tal de churros", mas só descobriu o que era com a sogra, também espanhola. Há meio século, ele e a família começaram a fazer o verdadeiro churro espanhol: de roda (em forma de espiral) e sem recheio (e, para quem quiser, servido com chocolate quente). Aberta nos finais de semana, das 2h às 11h30, a churraria já recebeu até festa de casamento: "O último foi de uns fregueses que vieram encerrar a comemoração aqui. Até os noivos estavam".
E se alguém pergunta cadê o doce de leite do recheio? "Digo pra eles: "Não falem palavrão!" Para mim, isso não é churro."
Do outro lado da rua, está o Don Carlini, que acabou de completar 22 anos. Construído para ser uma oficina de carros, o espaço conserva uma entrada estranha, pela garagem, mas atrai a clientela com seus pratos de cantina (não deixe de provar o vitelo com polenta!).
Com 50 anos a mais que a cantina, a confeitaria Di Cunto, 72, foi resultado de um (feliz) "equívoco". Em 1878, o italiano Donato Di Cunto se enganou ao desembarcar no Brasil. Pensou que chegara ao Uruguai. Mas aqui ficou e abriu duas padarias, entre elas, a Popular, que anos depois daria origem à confeitaria. Casado e com filhos, voltou à Itália para buscar os outros familiares. Impossibilitado de trazer uma irmã doente, nunca mais retornou. Dois filhos, porém, regressaram e, em 1935, abriram a Irmãos Di Cunto, hoje na quarta geração.
"A Mooca é como uma comunidade. Nós, os donos dos restaurantes, acabamos de nos conhecer, mas não é difícil saírmos daqui abraçados para tomar um negócio", diz Reinaldo Di Cunto, 63, sócio da confeitaria. "Fui morar um tempo fora da Mooca e me arrependi no primeiro dia. Voltei e agora nem amarrado eu saio mais."

Da Folha Ilustrada: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq0305200726.htm

domingo, 19 de outubro de 2008

Grafite no vídeo

Com um certo atraso, mas vamos que vamos!

Esses vídeos são para pensarmos o quanto é possível incorporar o grafite ao nosso doc. O primeiro, "Muto", é uma intervenção de grafite em duas cidades, de um artista chamado Blu. Ele usa paredes e muros para fazer uma animação 2D. É um exemplo de como o vídeo pode ser aliado à pintura (e o resultado ficou impressionante).



O vídeo também pode ser conferido no site http://www.blublu.org/ - onde há mais informações (mas talvez demore um pouco mais para carregar - o site é mais pesadão).

O segundo, "Ginga", é um documentário brasileiro, da Nike, sobre o sonho de se jogar futebol. Ele acompanha várias histórias de meninos de diferentes realidades, mas que tem como objetivo ser jogador profissional de futebol. A organização do documentário é bem específica, pq ele não intercala e mescla as histórias, como normalmente se vê, mas sim conta cada história em um "bloco". A cada menino novo, é mostrado um grafite dele, com seu nome escrito ao lado, e um mapa, também grafitado, nos diz de que estado ele é. Aqui o movimento do grafite se dá apenas pela movimentação de câmera e pela arte na pós-produção, mas é interessante ver como ele pode complementar a ação com informação.
O grafite é d'osGemeos. Abaixo vão dois trechinhos dele.



Robinho vs. Falcão

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Território Vermelho

Continuando a indicação de vídeos semana-a-semana, mais um filme inovador. Dessa vez curto (12 min) e em português!


Território Vermelho
Gênero Documentário
Diretor Kiko Goifman
Ano 2004
Duração 12 min
Cor Colorido
Bitola 35mm
País Brasil
Documentário a respeito da proliferação de câmeras em SP. Pedintes e vendedores abordam motoristas no farol pedindo entrevistas.


O link vai direto para o site do curta no Porta Curtas - é só clicar no link assistir, à esquerda. Tarefa para o fim de semana!

É interessante ver como o diretor inverte o olhar do documentarista, dando câmeras para os vendedores de farol pedirem eles próprios entrevistas. Isso também torna inusitadas as reações dos motoristas (para pensarmos formatos de entrevistas).

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Vídeos!

Como forma de ação para a preparação de nosso próprio documentário, pensei em postar por aqui alguns vídeos já produzidos pelo mundo, que trazem propostas inovadoras.
O primeiro é de um coletivo de Estocolmo, muito, muito bem feito, que explica o compartilhamento de arquivos pela internet (ou o que a indústria cultural convencionou chamar de pirataria). O nome, nada sutil, é: Steal This Film II (o primeiro também está disponível pela internet, mas não cheguei a assistir), do coletivo: The League of Noble Peers.

(infelizmente está em inglês sem legendas)




É interessante ver os recursos, para além das entrevistas, que eles usam para exemplificar o que estão dizendo (animações, recursos gráficos, falas em off...)

Mais informações nos sites:


onde os vídeos também podem ser baixados, em diversos formatos e qualidades diferentes.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

MOSTRA DOCUMENTÁRIOS no Cinusp


Olá

Monstra de Documentários no Cinusp, às 14 hs. Entrada Gratuita:

8/set- "Turista Aprendiz"
9/set- "Sete Curtas"
10/set- "Rio do Marinzá - Bumba Boi de Maracanã"

Rua do Anfiteatro, 181
Colméia - Favos 4 / 37.
Cidade Universitária - USP

Estarão presentes integrantes do grupo "A Barca" e realizadores dos documentários para debate.

Ação conjunta com "A Barca", comemoração de 10 anos:
Shows

11/set - 21h: A Barca convida Boi de Maracanã (MA)
12/set - 21h: A Barca convida Kabula do Redandá (Cipó Guaçu/SP)
13/set - 21h: A Barca convida Seu Nelson da Rabeca (AL)
14/set - 18h: A Barca convida Carimbó Os Quentes Da Madrugada (PA)

Local: SESC Pompéia - Teatro Rua Clélia, 93 - Pompéia / SP
Ingressos: R$16,oo, R$8,00 e R$4,00 à venda na Rede SESC
(info: 3871.7700)


IBECC - Instituto Brasileiro de Educação Ciência e Cultura / UNESCO

LAPSI - Laboratório de Psicologia Sócioambiental e Intervenção / IPUSP.
Universidade de São Paulo
CINUSP

A Barca


Abraços,...


segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Está criado o blog para discussões acerca do documentário sobre o bairro da Mooca, a ser realizado pelo Coletivo Mooca Ação Cultural.

Coloquei as principais informações na descrição do blog: a idéia é que ele sirva como catalizador das nossas idéias, e sirva para concentrar as informações coletadas em um único local (como estatísticas ou pesquisas de vídeos matérias e documentários sobre o bairro, etc.). É aqui também que serão divulgadas as datas de cada etapa da realização do doc, e os responsáveis por cada função (de acordo com a disponibilidade de cada um e com os rumos que as discussões tomarem).

Tomei a liberdade de criar um e-mail geral para o coletivo, pois não sabia das políticas de contribuição do blog (e dessa forma daria para todos postarem com esse endereço). Ele é o "dono-administrador" do blog, e mesmo eu estou como colaboradora. Podemos usá-lo para os contatos do doc., nas etapas de produção, por exemplo.

Assim que estiver certo quem está no blog e no GT, passo o endereço e a senha para os e-mails pessoais de cada um. Espero que não haja problema com a criação desse e-mail.

Um abraço! E bom trabalho a todos!
Laura.